O ESCRITOR E O LEITOR

Há uma relação muito importante e delicada chamada escritor e leitor.

Por não entendê-la, há escritores que se entristecem e leitores que se fecham.

Quem escreve tem em suas aspirações um gênero preferido (há os que se devotam à poesia, os que preferem contos, romances, crônicas, etc..) ou que escrevem um pouco de tudo.

Quem lê tem também seus gêneros preferidos (ou gênero!) ou também gosta talvez de um pouco de tudo.

Citando a poesia, por exemplo, há os que gostam de escrever todos os tipos de poemas, alguns gostam apenas de sonetos, outros de haicais, ou outros tipos ainda; alguns gostam das rimas, outros detestam. Assim também são os leitores, que têm certamente suas preferências.

Todo escritor tem certeza de que será lido e reconhecido. Todo leitor tem sua opinião sobre o que leu e sabe da importância da mesma. Nem todo escritor será lido e/ou reconhecido. Nem todo leitor terá sua opinião reconhecida.

Entre estilos e gêneros, leitor e escritor se encontram nas páginas de um livro.

Há os que gostam de um estilo e detestam outros. Há os que apreciam a diversidade de estilos.

Há os que escrevem inspirados em algum estilo. Há os que criam o seu próprio estilo. Há os que escrevem muito; assim também os que escrevem só de vez em quando.

Dentre os escritores, há os nomes que todo leitor conhece e que são por muitos divulgados. Há também os nomes que o leitor descobre. Há aqueles que permanecerão em gavetas e que o leitor não conhecerá. Há os que se tornarão conhecidos como suas inspirações.

Há escritores que vendem muito porque os leitores já conhecem o que escreve e há escritores que vendem pouco porque ainda não são conhecidos dos leitores.

Há tantos gêneros e estilos quando há leitores e escritores (alguns gostam de ser chamados apenas de poetas, outros de contistas ou cronistas ou romancistas…). Alguns leitores tornam-se críticos.

Mas só uma coisa pode mesmo unir leitor e escritor: o amor pelas letras. Se o escritor tiver amor e paciência, deixará que o leitor faça seu caminho e chegue até ele. Também compreenderá que há leitores que não virão porque… porque é assim! Se o leitor tiver vontade, abrirá seus horizontes e buscará no novas alternativas e continuação para aquilo que já aprecia.

Por isto se compreende aqui nesta dinâmica, mais do que em outras, quando se fala que “há gosto para tudo”. Enfim… como já diziam os antigos: “o que seria do amarelo se todo mundo gostasse apenas do verde?”! Esta é uma frase que explica bem!

Mas escrever e ler, leitura e escrita, isto funciona como a vida: não existe caminho apenas de ida, não há apenas uma cor, não há somente um tom. Há espaço para todos!

Que os leitores sempre encontrem novos autores e os escritores sempre encontrem novos leitores!

Que a literatura se renove sempre e nunca deixe de prestigiar os que são e sempre serão as nossas fontes de inspiração!

 

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