Poesia Subliminar II

Organização de Ly Sabas

Oficina Poesia Subliminar II

 

Sutil

Da delicadeza da alma

O aspecto e a calma

Do falar discreto…

 

Jacqueline Aisenman

 

*****

 

Da forma como sinto tua presença

Delicadeza no tocar e no dizer…

Da forma com sinto tua ausência

Alma que se apaga…

O tanto que te amo me perturba

Aspecto mais da paixão que do amor!

E doce é cada reencontro

A cada reencontro se esvai a dor…

Calma! Não se vá rapidamente…

Do coração ainda hão de vir palavras

Falar contigo e dizer avidamente

Discreto é o sentir, mas é de fogo o existir.

*****

 

Da vida sem rumo

Delicadeza delineando destino…

Da madrugada

Alma abafada em silencio

O coração amargurado!

Aspecto semblante, zombador

E neste clima ainda que…

A madrugada avança

Calma em perene desilusão, desiste o poeta

Do antes vaguear

Falar do quanto fantasiou, ainda

Discreto, preso nestas e tantas foram às vezes…

*****

 

Da tênue e fria brisa senti…

Delicadeza em devaneios florais

Da névoa espirais emocionais.

Alma que desabrocha,

O coração que se abre em paixão…

Aspecto da razão, proporção

E depois fraco de saudade,

A vida se transforma sem cor

Calma, a luz se abre em cristais

Do sentimento mais puro…

Falar não dá para prever

Discreto e lindo amor!

*****

 

Da essência amena,

Delicadeza emana

Da profundeza da

Alma.

O emergir da luz,

Aspecto incerto

E cauteloso,

A carregar o ser.

Calma, alma.

Do som divino a

Falar ao ente,

Discreto ser que sente.

*****

 

Da briga e desentendimento do passado

Delicadeza era fator inexistente.

Da alegria remanescente, sobressai a

Alma leve sincera por ter tentado tudo.

O que ela mais desejava era salvar o casamento.

Aspecto percebido por todos que conviviam

E que aceitavam seu desprendimento e empenho.

A verdade foi o que prevaleceu.

Calma ela desistiu ao constatar a inutilidade.

Do amor que ele sentira por ela nada restou.

Falar mais o que? Finalmente, convenceu-se.

Discreto, ele foi embora.

*****

 

Da turbulência

Delicadeza não viu

Da sensibilidade, contida…

Alma distraída sabotou a dor

O que restou foi o grito

Aspecto banal

E algo teatral

A dar um toque final ao último tempo

Calma nenhuma existiu

Do amor, nada mais esperou,

Falar já não fez sentido

Discreto, absteve-se o coração.

*****

 

 

Da ilusão que tinha desde a adolescência,

Delicadeza, cumplicidade e amor permaneciam.

Da realidade tirava algumas certezas.

Alma desprendida, generosa, transparecia no olhar

O sorriso sempre largo, feliz, espontâneo era a marca dele

Aspecto que o deixava cada vez mais encantador.

E o olhar? Adorava enxergar-se naqueles olhos claros.

A sensatez nas atitudes dava a certeza de ter escolhido certo.

Calma era algo que eles mantinham sempre que um problema surgia.

Do que duvidava, então? Seria ele um fingidor?

Falar ou não falar no que encontrara em seu bolso era a dúvida.

Discreto, ele não percebia a angústia que a consumia.

*****

 

Da tristeza tiro experiências,

Delicadeza de gestos, expressão,

Da languidez inquieta…

Alma que murmura

O cântico da noite fria,

Aspecto que emociona

E provoca doces lamentos.

A lágrima que me cai dos olhos

Calma e vagarosa é consequência

Do limiar da esperança…

Falar é pouco, então eu grito,

Discreto riso de alegria!
*****

 

Da noite para o dia

Delicadeza brotou em mim

Da angustia que antes havia

Alma fluída no sentir enfim

O que era muito agora é quase nada

Aspecto novo de alegria

E assim seguirei contando as horas

A exercitar com garra a harmonia

Calma e serena, reverso da medalha

Do meu conduzir tão natural

Falar baixinho, tolher os gestos, andar

Discreto… quem sabe a noite volte ao normal?!

*****

 

Da paixão serena,

Delicadeza emana,

Da vida que flui,

Alma livre, sublime,

O sentimento domina a razão…

Aspecto de loucura, desejo,

E amor de perdição,

A perfeição do sentir,

Calma, serenidade, plenitude do ser,

Do momento presente,

Falar a voz suave do coração,

Discreto por fora, mas por dentro excitante, incontrolável, apaixonado.

*****

 

 

Da natureza sinto a imensidão,

Delicadeza de cores, sabores…

Da beleza que transgride a vida

Alma que embevece o coração.

O mundo gira e nos mostra

Aspecto que vislumbra a doce

E extasiante lua branca.

A claridade é a sua luz esguia…

Calma é a imensidão da noite,

Do luar que me faz sonhar,

Falar de amor, dor e paixão…

Discreto e cálido sonhador!

*****

 

 

Da rede do amar

Delicadeza do tocar-se, do dar-se

Da gentiliza do sentir, despertam na

Alma, elos do coração

O amor, a união

Aspecto de paz

E aflora no ser

A sensibilidade da luz

Calma traz do céu

Do simples

Falar com delicadeza

Discreto marco da serenidade

*****

 

Da minha infância distante,

Delicadeza é um atributo perfeito

Da recordação que sobressai.

Alma pura de criança

O mais lindo jamais se esquece.

Aspecto incrível é a lembrança dos amigos

E as recordações escolares

A da família e dos irmãos.

Calma era o que me invadia

Do encontro com meu padrinho que amava.

Falar manso, olhar sorridente,

Discreto, porém, vivo permanece em meu coração.

*****

 

Da brincadeira

Delicadeza da ciranda, cirandinha

Da roda, menina roda saia rendada

Alma de Anjos no castelo de São Simão

O pé no chão, bate, bate o João

Aspecto, ou seja, esperto, senão,

E abobora ou de melão!

A bruxa de narigão!

Calma, a danada levou um escorregão

Do caldeirão (risos) o feitiço empelotou!

Falar, cantar, magicas inventar,

Discreto por decreto este; Era uma vez…

 

*****

 

 

Participantes:

Ana Rosa Santana – Isabel Albuquerque – Isabel Vargas – Jacqueline Aisenman – Jania Souza – Ly Sabas – Marilu F. R. Queiroz – Neyde Bohn – Sandra Nascimento.

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