OS ESCRITORES DO VARAL DO BRASIL

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SUSANA MARTINS




Membro da Associação dos Roteiristas, elaborou os seguintes trabalhos:

2004 - 2006  "Palavras que Não Passam" - TV Século XXI

2005 "Minhas Metades" texto teatral - Teatro Padre Bento

2007 Institucional Vérita S/A

2007 Institucional Materr Amabilis Educação

2008 "A Liberdade" curta experimental

2009 "Rosa de Abril" vídeo clip





Encontre Susana em seus sites:  http://www.wix.com/piafraus/susanamartins e


                                                           http://piafraus.blogspot.com/



SANDRA HELENA QUEIRÓZ SILVA




Casada, 47 anos, com formação profissioal em Técnica de Análises Químicas e atualmente estudante de Direito na FASC. Reside na cidade de São José, SC. Considerando-se uma aprendiz da escrita, transcrevendo de forma informal emoções trazidas por mãos que ajudam neste projeto de escrever. Sendo assim, utilizando sempre o companheiro lápis e um canto de sossego com músicas instrumentais, relaxando a mente e brotando linhas a fio.


O projeto de escrever surgiu em sua mente em consequência de algumas experiências, as quais a levaram a refletir profunda e longamente, incentivando a investigar o campo tão misterioso da alma silente onde escondem em sua alfombra os mais profundos segredos.


CONTATOS - sandrahelenaq@hotmail


Encontre mais Sandra em seu blog O Mundo de Uma Poetisa



RITA DE OLIVEIRA MEDEIROS




Brasileira, casada há 21 anos, 49 anos, mãe aos 32 e 34 anos de dois adolescentes (17 e 15 anos e um de 54).

Funcionária Pública Federal há 24 anos e 7 meses e advogada há 10 meses. Mestra de Reiki e umbandista, além de universalista. Deu?


CONTATOS: oliveira.rita18@gmail.com



PATO DO LAGO


É o pseudônimo de Antonio, brasileiro residente em Genebra há mais de 10 anos.Escreve e guarda tudo. Diz que falta coragem para mostrar  o que sente mas criou coragem com o Varal.



MARIA DE FÁTIMA BARRETO MICHELS




Maria de Fátima Barreto Michels, a Fátima de Laguna, é escritora, poetisa
e especial na arte de fotografar.



"Teço crônicas, poemas e contos reciclando tiras de pano, barbante, papel celofane e gravetos de bambu que recolho pela praia de Laguna onde vivo. São construtos a partir de relatos confidenciais de restos de pandorgas que plenas de sonhos um dia, entregaram-se ao vento nordeste ou de sul, em vôos e piruetas, incentivadas por manobras de mãos de pequenos meninos, ou meninos grandes. Pipas aquelas que exaustas de prazer, morreram disso." ( Fatima de Laguna)


Encontre mais Fátima em: http://www.riototal.com.br/coojornal/fatimalaguna1.htm e


                                                     http://www.farolimagem.com.br/contando-um-conto



LY SABAS




Nasci na cidade do Rio de Janeiro, em 1952. Tenho tudo de Aquário e muito de Dragão. Fui criada em Nova Iguaçu, brincando de roda e amarelinha na rua que era de terra fofa. Tentei aprender a subir em árvores, andar de bicicleta e nadar na Praia de Ramos, milhões de anos antes do Piscinão. Fui normalista, como quase todas as mulheres de minha geração. Casei ainda quase adolescente e pari duas meninas maravilhosas que se transformaram em mulheres fortes e corajosas. Hoje moro em Osasco, não sou mais professora e brinco de ser poeta e escritora, sem estilo ou didática, movida apenas pela paixão.


e-mail: lysabas@terra.com.br


Encontre mais Ly em http://www.lysabas.prosaeverso.net/


JACQUELINE AISENMAN


Quase 49 anos vivendo entre o Brasil e a Suíça me fizeram sentir mais ou menos como cantam os Titãs: "Não sou brasileiro, não sou estrangeiro / Não sou de nenhum lugar, sou de lugar nenhum, sou de lugar nenhum .." Mas tudo muda quando começo a escrever e afloram os sentimentos. A mão segura a caneta e tudo vem e tudo sai nesta língua brasileira, o Porrtuguês, tão rico, que nos permite expressar as emoções como em nenhuma outra.


Nascida no sul de Santa Catarina, Jacqueline recebeu este nome de sua avó paterna. Escreve desde pequena, pois seu coração capricorniano nem sempre consegue se expressar pela voz ou pelos gestos.

Editou em 2007 o livro Coracional e tem em seu site Sentimentos Confiscados e em seu Blog Certas Linhas um meio de expressão constante. Email: coracional@bluewin.ch



GERALDO PEREIRA LOPES





Geraldo nos escreve de Florianópolis. Saiba mais, leia mais Geraldo em Simplesmente Poeta



EURICO ANDRADE







Um cadim de mim


Um menino que nasceu e começou a crescer lá no interior do interior pescando piabas, traíras e chorões no anzol e no puçá... Pegando juritis e saracuras na arapuca... Chupando ingá, gabiroba, peidorreira, baco-pari, araçá, mangaba e cagaita... Montando cavalo em pêlo... Bebendo leite direto dos peitos de vacas, éguas, cabras e ovelhas... Comendo pururuca, angu com couve e torresmo... Morrendo de medo de assombração, evitando mato para não virar comida de onça... Fazendo promessas pra São Sebastião, São Jorge e Santa Bárbara... Garrando com o chefe de tudo quanto é santo para não deixar nenhum insatisfeito... Acreditando no coisa ruim, em mal-olhado, em assombração e no saci pererê... Curando cobreiro e inflamação de aroeira com a Maria Geroma, à custa de muita Ave-Maria e fio frio da faca afiada... Educado sob a batuta do chicote e ameaças de castigo de Deus, nosso Senhor... Trabalhando como candieiro guiando carro de boi... Trabalhando como meeiro e tarefeiro no cabo da enxada... Ajudando vaca na hora do parto... Vendo a Joaninha apanhando do Zé da Ponte do Bode enquanto ele cobria de mimos e beijos a mocinha Julieta... Bebendo chá de mané turé, carqueja, fedegoso, chapéu de couro, congonha... Comendo beldroega, broto de aboboreira, miolo de gueroba, frango com pequi, angu com quiabo, quibebe, inhame com leite... Assistindo a boiada passar... Vendo o trem de ferro apontar na boca de um corte e sumir na outra carregando boi, muquiça e gente... Vendo a enchente destruir as roças de arroz e milho do pai... Arrancando mandioca no muque pra farinha e o polvilho do ano... Fazendo paçoca de carne seca e socando arroz e café no monjolo de pé... Indo pra escola a uma légua de distância no cavalinho da orelha murcha... Convivendo e conversando com João Pelota, Zé Rosa, João Garrote, João Geada, Zé Ficiano, Zé Pelotin ha, João Garrotinho, João do Zé Ficiano, Zeca do Zé Ficiano, Zé Albino, João Miguel, Zé do Orico, Zé Taviano, João Vergina, Zé Cota, Zé Ramo, João do João Vergina, Severo... Só podia dar no que deu, no meio de tantos zés e joães : um escrevedor de coisas da roça.


Encontre mais Eurico em http://tabui.blogspot.com/


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